terça-feira, 23 de outubro de 2007

Faces


Abigail







Nádia







Yasmine







Mauro







Rute e Yasmine








Fernando









Samuel







Ana Carolina






Algumas das faces que tenho fotografado ultimamente.


Um beijinho*

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Do concerto...



Ana Carolina, David e Fred




Eu, Sara, Raquel, Ana Carolina, David e Fred




Sara, Raquel, Ana Carolina, Eu (estava a ralhar; sem qualquer sucesso, obviamente)



O concerto propriamente dito.


... sobraram as memórias.

Já se passou uma semana desde este acontecimento.
Foi marcante e extraordinário. Foi perfeito.
E pelo que sei, o Pai alcançou mais uma pessoa. ^^




Um beijinho*

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


É o Concerto de Louvor que me tem preenchido os dias e tudo o resto.

Está tudo dito. Podes fugir mas não te podes esconder. E pode ser que este concerto seja mesmo o que estás a precisar (:


Um beijinho*

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


Quando o meu olhar atravessa os vidros da janela, vê o sol e o vento ameno que temperam esta tarde de segunda-feira. Aqui, porém, chovem ideias, chovem textos, chovem vontades incontroláveis. Chovem páginas electrónicas que se abrem e se fecham, chovem dúvidas, chovem cores, chovem sonhos que se agitam, na acalmia instaurada entre tantas paredes, por a casa estar vazia.

Chovem tantos sentimentos, tão concretos e sedentos de reflexão.

E eu, desisto de tentar fazer sentido, de tentar construir frases poeticamente belas. Largo o guarda-chuva da segurança e deixo-me molhar por esta chuva de bênçãos que cai sem cessar.

Comecemos então, pelo princípio.

1. Recebi um mail, que trazia um link, que passo a copiar para
aqui. É um artigo do jornal SOL, que frisa a tentativa de reinstaurar (ou será reavivar?) as ideias Hitlerianas no ceio das escolas secundárias da Margem Sul. (o deserto, portanto). Desde o início deste ano que tenho vindo a estudar, na disciplina de psicologia, a extraordinária evolução sofrida pela espécie humana, que conseguiu sobreviver através de todos estes séculos, não com garras, nem pelo extremamente denso, nem com destreza para correr ou nadar; mas sim com o cérebro.

Será esta a mesma espécie humana que inventou a roda e a internet, e que distingue os seus semelhantes pela quantidade de melanina que as células da pele apresentam?
Será a esta a mesma espécie humana, que reconhece como sendo superiores aqueles que apresentam narizes mais afilados e olhos azuis, ou verdes?

São factos que me transcendem.

2. Através do
Histórias de Rio Maior (da Carla), fui parar ao “Portal dos Psicólogos” e andei a viajar por esse mundo até há duas horas atrás, até que desisti de tentar planear o meu futuro, pelo menos por enquanto. Afinal, essa tarefa não me compete, ainda que eu desespere por saber o que me espera daqui para diante, que queira assinalar os meus próximos passos, que me queira preparar. Tenho de continuar a assimilar que CONFIAR, é mais importante que tudo isto. (e, sobretudo, faz-me perder menos tempo.)

3. Ainda nos blogs da Carla, mas desta vez no
Metanóias, pude ver nestes posts como foi a azáfama que preencheu os jovens da minha igreja, nos dias e semanas que antecederam a segunda saga dos Concertos de Louvor. O que é ali descrito, foi organizado por eles. Este que vai acontecer dia 13 de Outubro, às 18:00h, foi organizado por um grupo completamente diferente, em que me incluo. Lembro-me perfeitamente da vontade que me saía dos poros, quando decidi colocar mãos à obra, por querer dar-Lhe aquilo que Ele merece, ainda que tenha pouco. E neste momento, não me consigo conformar com esse “pouco”. Queria poder fazer mais, cantar mais, inspirar mais. Transmitir mais, louvar melhor.

A esta altura do campeonato, em que me devia sentir tranquila e expectante, sinto-me ansiosa.
O que vale é que no sábado ainda teremos mais umas horas para aperfeiçoar o trabalho feito até aqui.

Pronto. Creio que por hoje são suficientes as “confissões”. Vou fazer qualquer coisa útil, distrair um pouco o coração.



Um beijinho*

sexta-feira, 7 de setembro de 2007



Piquenique à luz do Pôr do Sol. Água de Madeiros. Acampamento de Jovens 2007.





Desperto. Abro os olhos, ergo-me e desço da cama.
Calço os chinelos, lavo a cara. Bebo água.
Não me sinto nos meus dias.
Sei que dormi muito e bem, que sonhei sonhos com muitos sorrisos (e risos), que fui acordada em tempo incerto e inoportuno, e que iniciei a minha actividade rotineira.
O que há então, de errado em tudo isto?

O que sinto assemelha-se a um cordel de linho, que após enrolado meticulosa e cautelosamente em volta do meu peito, aperta; aperta suavemente (no inicio do seu exercício) e depois, como que não quer a coisa, vai aumentando o seu grau de intensidade e vigor, até eu não poder suportar mais este peito tão apertado.

Recordo-me então, das peripécias deste verão, das aventuras, das novas experiências, das amizades e partilhas, mas sobretudo, dos momentos de aprendizagem intensa e extrema. Recordo-me de cada “professor” e do Maior de todos eles, que tudo providencia.

E finalmente, percebo o que é que tanto me incomoda nesta manhã.

São as saudades.






(escrito mesmo agora)








Um beijinho*

quarta-feira, 22 de agosto de 2007




("A mata", como diz a prima Nádia. Porto)






Ainda não encontrei palavras suficientes para me descrever, mas acredito que o derradeiro momento esteja para breve.


Até lá, e na ausência das amigas palavras, ficam as imagens.



Um beijinho*

quinta-feira, 2 de agosto de 2007


O Teu amor, oh Senhor
Alcança o paraíso.
A Tua fidelidade estende-se ao céu.
A Tua rectidão é como as montanhas poderosas.
A Tua justiça flúi como a maré do oceano.
Eu levantarei a minha voz
Para Te adorar, meu Rei.
Encontrarei a minha força
Na sombra das Tuas asas.


(Está tudo dito. Um beijinho*)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

(Tirei esta no comboio)

Hoje a minha irmã Iara faz anos.
Nove anos.
Está na idade supostamente infantil e despreocupada, na idade em que se começa a crescer para a próxima fase, mas isso não é perceptível por ainda termos um espírito de criança.

Bem, poderíamos dizer que sim há umas gerações atrás. Não nesta.
Apesar dos seus nove anos, a Iara preocupou-se com toda a preparação da festa, desde as guloseimas que a mesa suportará, até à indumentária e respectivo calçado do dia de hoje.
Não me privou do desfile dos modelos eleitos, mas seleccionou o tal por si só; aliás, como em tudo, o que a Iara mais gosta de fazer apesar dos seus nove anitos, é tomar decisões; quaisquer umas, sejam ou não precisas.

O seu espírito de liderança inato, a sua força interior, a vontade de afirmação extrema, tudo isso já se denota, aos nove. É verdade que discordo de certas atitudes, e ralho, porque “uma menina tão inteligente não pode agir assim, não é correcto.”
É aí que me apercebo, através dos olhinhos que lacrimejam, que ela só tem nove anos; com tanta veemência até uma irmã mais velha se confunde, não?

Apercebo-me que sim, a minha bebé está a crescer a olhos vistos, mas lá por dentro, lá no fundo, é ainda uma criança, que também faz as parvoíces que não se coadunam com a maturidade que tem.

Assim, e porque hoje é dia de festa, a Andreia vai ter de ajudar e trabalhar um bocadinho (ao menos uma vez não é? x’D). Esperam-me os bolos, os doces, a limpeza e a preparação dos dois irmões para a chegada da (imensa!) família.

O tempo urge, e a mana pequena que quer ser grande pede mimos. Há que atender aos pedidos da aniversariante.


Um beijinho*

quinta-feira, 26 de julho de 2007





O POCOYO É UM MÁXIMO ! :'D




-Porque é que a felicidade espontânea é questionada tantas vezes?


-Mas isso interessa? (:






Um beijinho*

segunda-feira, 9 de julho de 2007

( Iara, a minha irmã. Tirei esta fotografia numa tarde de praia em família. É para eles que volto sempre. )



(Hoje à tarde, quando devia estar a estudar Biologia e Geologia, e estava com vontade de escrever, saiu através de mim, não sei de onde, o texto enorme que se segue. Ah, e peço perdão pela ausência, mas isto da 'escrita' é muito condicionado pelo ímpeto natural de cada um.)


Há muito, muito tempo, numa terra longínqua que ainda ninguém nomeou, existia um menino cansado de si. Cansado da sua existência, da sua aparência e das suas vivências. E por estar tão cansado de permanecer nesse estado latente e inerte que era estar cansado, decidiu reagir e viajar.
Dizia ele que o seu espírito tinha uma necessidade tremenda de mudar de ares, de vistas e mares. Assim, resoluto como ele só, fez as malas e empacotou os seus mais importantes pertences, chamou o seu pai e a sua mãe, e comunicou-lhes que partiria para longes terras, e não sabia ao certo a data do seu regresso.

O seu pai e a sua mãe, após o choque de o ouvirem falar com tanta convicção, perguntaram-lhe simplesmente se tinha todos os seus documentos em ordem e a providência necessária para a sua viagem. O pequeno anuiu, beijou a face de sua mãe, abraçou o seu pai, e partiu.

Levava consigo os documentos, no bolso dos calções coçados, o equipamento de mergulho na mochilinha e, pela mão, o Roberto, urso e fiel companheiro de todas as horas. Cruzou o portão e desceu a Rua dos Botões, que o levaria até ao rio, onde poderia apanhar o barco para o país vizinho. Andou o que pensou serem horas e horas, não foram mais que dez minutos feitos por pernitas tão jovens. Chegado ao rio, apercebeu-se da diversidade da fauna e da flora, que os ecossistemas ali presentes albergavam. Recolheu amostras nos bolsos livres e examinou as minhocas, as formigas, os botões de flores e as abelhas bem de perto, estupefacto com o tamanho do ferrão que transportavam.

Chegada a hora do almoço, lembrou-se que lhe faltava a marmita, que a sua mãe sempre tinha o cuidado de preparar para as tardes passadas no recreio, quando a sua equipa de exploradores se reunia e discutia as evidências encontradas no chão árido do pátio.
Ainda assim, não se deixou vencer, e subiu à cerejeira onde se empanturrou como nunca pudera, devido à equilibrada ementa servida na escola, e à escassez de alimento que de quando em vez existia em casa.

Ao descer da árvore, achou que devia descansar e adormeceu à sombra da frondosa cerejeira, apoiando a cabecita nas raízes e fechando os grandes olhos negros durante um período de tempo indefinido, qual caçador que após a sua caçada, recupera energias no alimento e no repouso a que o Sol convida e a sombra auxilia.

Quando acordou, o menino notou que já não havia tempo para remar até ao país vizinho, na sua embarcação, e decidiu adiar o seu projecto para o dia seguinte. Aproveitou, no entanto, o resto da tarde para mergulhar no rio, uma vez que já tinha concluído a digestão. Despiu a camisa, calçou as barbatanas e colocou o óculos e o tubo respirador, para poder observar as espécies marinhas com mais facilidade.

Bateu as pernas e rodou os braços dentro de água, movendo-se com uma facilidade admirável e perícia sem igual, enquanto pensava de si para si quão bom nadador era. Viu algas verdes e peixes cor de laranja, flores aquáticas e seixos perfeitamente polidos. Mas por se encontrar já muito cansado, saiu da água e deitou-se na relva, saboreando cada raio de sol aquecendo o seu tronco, braços, pernas, face; vendo a água evaporar. Assim que se sentiu suficientemente seco, tornou a vestir a camisa e a arrumar o seu equipamento de mergulho. Suspirou profundamente ao ver que todos os seus documentos se haviam molhado, e que os espécimens recolhidos naquela manhã também já não estavam em condições de ser examinados.

Assim, perscrutou o olhar do seu fiel Roberto e disse-lhe: “Não fiques triste com o que te vou dizer, amiguinho, mas já não sinto vontade de viajar para longes terras. Descobri que a minha própria terra foi, ainda, pouco explorada, e pretendo organizar expedições a este local para a minha equipa. Sinto que se partir já, o meu coração não ficará em paz, porque é aqui que é o seu lugar, e ele é ainda muito novo para sentir tantas saudades assim. Um dia, amiguinho, exploraremos terras longínquas, mas, por agora, voltemos para o papá e a mamã. Posso até sentir o cheiro do guisado que será o nosso jantar.”

-*-

Quinze anos se passaram, e quatro anos após atingir a maioridade, o menino que agora já era um homem, comunicou a seus pais que ansiava por desbravar novos caminhos, e por isso na tarde seguinte descolaria no avião que tinha como destino a Grécia.

O seu pai e a sua mãe trocaram um sorriso cúmplice, e o primeiro falou: “Há quinze anos, disseste exactamente o mesmo. Saíste de casa e passaste todo o dia perto do rio, brincando, correndo, comendo e dormindo, nadando e acreditando piamente que eras dono de ti. A tua mãe e eu vigiávamos-te de longe, para assegurar que estavas bem. Naquele dia rimos da tua inocência, do teu ser resoluto e decidido, como se já ali fosses o homem que és hoje, mas dentro de um corpo pequenino. Espero que nunca te esqueças do que disseste ao teu urso Roberto, que agora está no baú da cave; que o lugar do teu coração é aqui. Viaja, conhece, descobre, sê feliz. E depois de tudo isso, por favor, volta.”

Antes de dormir, o menino que agora já era um homem colocou na sua enorme Samsonite, o mesmo equipamento de mergulho e o fiel Roberto. E ao deitar-se, sorriu. Estava tudo pronto para mais uma grande viagem.

“E depois de tudo isto, de certeza, volto.”
Um beijinho*

terça-feira, 22 de maio de 2007

' Preparação para o teste de Filosofia' (era suposto estar a estudar ao invés de tirar fotografias às folhas)


A indefinição não tem de ser um aspecto negativo, necessariamente.

Quer dizer, podem existir aspectos, factos, sentires, indefinidos… correcto?

O ser humano tem uma fixação enorme pela definição exacta de todas as coisas. O espectro sonoro, a cama, uma folha, um conjunto de partículas, o amor, o respirar, os estados do ser, o movimento de uma mão, os ossos que nos erguem, tudo, tudo, tudo é susceptível, mais!, é impregnado de definições.

Era deveras fantástico se pelo menos um dia, não fosse necessário justificar o porquê do estar cosido ou frito, não fosse necessário discutir o tempo, nem definir o modo de pensar do tão referido cérebro humano.

E isto acontece porque por vezes, não existe mesmo nenhuma explicação plausível para tais factos. Às vezes é simplesmente impossível pensar em definir, e é também bastante cáustico a tentativa (nossa ou de outrem) de o fazer.

(…)

(suspiro) O poder da melancolia inesperada é tremendo.



Um beijinho*

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Fotografia tirada pela senhora Dona Sara Duarte (':

Morreu num dia de chuva.
Quer dizer, o dia após a sua morte, foi de chuva, chuva intensa.
O vento soprava zangado, sem receio de mostrar a sua fúria a toda a gente.
Eriçava os pelos, os cabelos, os guarda-chuvas que se dobravam à sua passagem, não duravam muito tempo.
E ele, morto. Sem um sopro sequer, sem um fôlego.
Os caracóis vagueavam demoradamente; espalhavam-se pelos passeios alheios, protegendo os seus corpos flácidos com a sua (tão frágil) carapaça, arriscando-se a serem pisados por um qualquer Ser Humano que apressadamente andasse.
E ele, morto. Sem dar um passo, sem se mover.
Todo o tempo se pôs triste e melancólico, chamou as nuvens, fê-las chorar, choraram muito! Espalhou no ar, um cheiro a frio, um cheiro sem vida, como ele, morto.
O tempo, que nesse dia estava particularmente cortante, fez com que os carros não intersectassem as poças à beira da estrada, fê-los ir para suas garagens, caso as tivessem.
Cessou os limpa-pára-brisas, arrumou as pessoas em casa.
Cada qual imprimia continuidade às suas vivências normais; despreocupados e descrentes num sentido de vida bem maior. Todos entretidos com o futebol, com a escola, com a casa, com os filhos, com os primos, com as contas.
Mas ele!... morto.
Morto, deixando uma família sem pai, deixando uma mulher sem amor, deixando um escritório sem empregado, deixando um lugar vazio na mesa.
Morto. Para sempre; porque não existia nenhuma maneira de o fazer ressurgir, depois de tantos copos de água e ondas electrocutantes que lhe tentaram imprimir.
A chuva ia ficando miudinha, deixando os cabelos frisados, como na parte má dos anúncios de shampôs. O vento ia acalmando seus ansiosos ataques de histeria.
Mas o ar, permanecia frio e sem vida.
Tal e qual como ele. Morto.
Sem escolher, sem querer morrer, sem saber!
Mas ainda assim; morto.

Um beijinho (e outro especial para a Margarida) *