sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Próximos capítulos

Queridos e queridas que me lêem (apesar de não saber bem quantos são):
É duro ser aquilo que não gosto: dona de um blog desactualizado durante várias semanas. Tem sido difícil escrever aqui (especialmente porque há tanto para dizer). Valerá a pena explicar as contingências do tempo e da sua gestão? (suspiro)
Em jeito de pedido de perdão, eis o que podem esperar (em termos de títulos) dos próximos posts:
  • Verão '11 – Homens
  • Verão '11 – Terras quentes
  • Não se dão beijinhos aos anjos
  • “Não és assim tão importante...”
  • O prometido não é de vidro
  • “You're ablaze in beauty. Yes. Yes. Yes.”
Deixo beijinhos a todos os que ainda têm paciência de espreitar o que cá se deixa (Amora, Meg, Ana-Nuninhas, são as únicas que tenho consciência de que o fazem), mas um xi-coração especial à Bitas, por ser sempre tão doce e encorajadora nos comentários que aqui deixa (:
Tentarei ser célere e fazer isto bem. É que o meu gozo é escrever-vos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Verão '11 - Adolescentes

Os adolescentes nunca foram as minhas pessoas preferidas, até este Verão. Tinha bastantes problemas em conversar com eles, compreender as suas crises e palavras, acompanhar os seus desvarios, chegar até eles. Ora, isto constituía um grande (grande!) problema, não apenas enquanto cristã (que, por definição, ama a todos), mas enquanto líder de um grupo destes adolescentes. Só me ocorreu pedir-Lhe ajuda; "ajuda-me, que sozinha não consigo amar estas pessoas! Dá-me paciência, ensina-me como posso gostar deles!"

Nos entretantos, fui conversando com pessoas que me podiam instruir nesta área, procurando documentar-me e preparar-me para aquelas semanas de férias a mentorear meninos e meninas entre os 13 e os 16 anos. A transformação mais significativa, porém, não adveio dessas conversações. Quando comecei a mergulhar na literatura para adolescentes, compreendi que em muitas (muitas!) coisas sou extremamente parecida com eles. Quando comecei a mergulhar na "literatura" que produzi enquanto adolescente, compreendi que, ao contrário do que me dizia a memória, eu já percorri o caminho em que eles agora estão. E "eis quando senão" uma coisa inédita acontece: a sua outrora aborrecência desata a entranhar-se no meu coração, dando-me um tremendo gozo e à vontade, nunca antes experimentado por mim.

Subitamente, conseguia conversar, rir, exortar, ser companheira, ser palhaça, estar entre adolescentes confortavelmente, e amar muito as suas idiossincrasias... É quando pedimos a Deus que nos ensine a amar os outros que Ele nos abre os olhos para as coisas maravilhosas que nos outros habitam. E nem consigo contar ou descrever as coisas lindas que os meus olhos (bem abertos!) viram este Verão, na vida breve de tantos adolescentes.

Os adolescentes nunca foram as minhas pessoas preferidas, até este bendito Verão de 2011. E quão bom é saber que este amor se prolongará indefinidamente, até que ele esteja aqui de novo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Verão '11 - Palavra

Desde cedo na minha caminhada cristã que ouvia os mais crescidos (na fé) dizerem que Deus fala connosco e revela a Sua vontade aos que O buscam. Durante alguns anos estas palavras eram misteriosas para mim: como pode ser isso? Ouve-se mesmo uma voz? Há efectivamente alguém que nos enviam mensagens explícitas sobre seguir o caminho da direita ou o da esquerda?

Pude experimentar as respostas a estas perguntas durante este Verão. Sim, é verdade, Deus fala connosco. Sim, é verdade, de forma explícita e inegável. Quem me lê pode ser levado a pensar que foi a primeira vez que vivi este tipo de experiências; não é bem assim - quando dedicamos mais tempo a conversar com Deus sobre aquilo que Ele gosta, aquilo que nós gostamos e como é que estas duas coisas podem co-existir, vamos percebendo melhor quais são as direcções que devemos imprimir às nossas decisões. Por isso, não vivi as respostas àquelas perguntas pela primeira vez. Porém, a intensidade, a clareza e a especificidade do Papá em cada momento são mesmo difíceis de descrever; este Verão trouxe um novo modo de olhar para a Sua Palavra e para a sabedoria que dela emana.

Não encontro adjectivos que façam jus à maneira como Ele falou a grupos de meninas, a duas meninas, a adolescentes ao redor de uma fogueira, a conselheiros no final de um dia extenuante, em varandas, em sofás, em pinhais, em quartos, em planícies alentejanas... Estar no centro daquilo que Ele deseja traz uma grande dose de revelação. Uma grande dose de revelação traz uma imensidão de espanto. E um tão grande espanto só resulta numa profunda paixão por Jesus.

"Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos (...). Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são (...)"

I Coríntios 1:21-24; 27-28

sábado, 10 de setembro de 2011

Verão '11 - Amor

O amor pintou este Verão de forma declarada e abundante! Não só pelo número de namoros que tiveram início, mas também pelos namoros tornados noivados, pelos noivados tornados casamentos, e por aquilo que, através da Sua Palavra, o Senhor declarou sem cessar.

É preciso agradecer ao Dono do Céu pelas famílias que, no segredo de uma oração, tiveram início neste frutífero Verão (umas mais verdinhas e outras mais maduras na sua caminhada). É essencial dar-Lhe graças pelas Suas declarações audazes: que a espera traz uma descendência feliz, que as promessas não serão esquecidas nem falharão, e que, no meio de tanto mel, o objectivo é um e um só: que nasça uma nova geração de adoradores que adoram o Pai em espírito e em verdade.

No fim, é tudo por Ele, dEle e para Ele; só.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pessoas

As minhas pessoas são as melhores e mais abençoadoras. As minhas pessoas são amadas por mim e são colocadas aos pés do Papá de dia em dia. As minhas pessoas foram usadas por Deus para fazer do meu Verão um tempo de crescimento hardcore. Algumas das minhas pessoas nem sempre o foram, porém, agora inundam a minha alma e fazem-me crescer: as minhas pessoas-adolescentes.

A minha vida está repleta de pessoas bonitas, por causa de uma Pessoa só, que se deu por elas.

E eu tenho a melhor vida. A melhor de todas.
Não é um devaneio, é um facto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"We'll see..."


Lembro-me muito bem da apreensão que me inundava no início deste final de licenciatura, do coração que pulsava tão descompassadamente e me deixava em claro, noite após noite. Lembro-me do medo, do grande e monstruoso medo de falhar e não conseguir completar aquilo a que me propus há três anos atrás. Lembro-me de ver as minhas colegas e amigas festejarem com fitas e capas este grande culminar, e de o não querer para mim, por não estar segura de poder fazê-lo. Lembro-me de lutar, literalmente, contra mim mesma durante os muitos dias de trabalhos e frequências, dos ralhetes (certeiros) que ouvi, dos tropeços perdoados e das ajudas preciosas, de me obrigar a sair de casa quando a única coisa que tinha vontade de fazer era desistir.

Lembro-me de tudo isso; e depois lembro-me de orar, muito, e de ir sabendo, aqui e ali, que os meus queridos também o faziam. E estou bem certa de que os resultados que agora surgem, as bênçãos que brotam nem sei bem porquê (!), são fruto desse batalhão que por mim muito intercedeu. Portanto, a vida tem sido isto: sentir-me cada vez mais esmagada pelo Seu poderio tremendo, pela Sua misericórdia e amor inexplicáveis; saber que todas aquelas horas de luta interior intensa valeram a pena - pois há um dia em que, subitamente, o comportamento se transforma naquilo que é desejável; e saber que, apesar ainda não ter lá chegado, vejo a meta mais próxima - e é isso que alenta este sprint final.

Há uma apreensão relativamente ao amanhã que se mantém. Agora, porém, faz-se acompanhar por uma confiança cega de que, de uma ou de outra forma, tudo estará bem quando acabar bem. É como canta a Luísa: "But I'm not there yet / but someday I'll be / and i'm not there yet / ...we'll see."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sono

Assim que crescer escreverei uma ode ao sono, esse bendito estado de placidez, de reposição de energias, de abandono temporário do mundo consciente. Sim, uma ode ao sono terá de estar, indubitavelmente, entre os meus escritos, privados ou públicos, dado que ele precisa de saber o quanto eu o preso, como gosto de lhe fazer a vontade, como o meu cérebro fica mais quente e mais lento quando a ele não me entrego, como o meu dia é (só) um bocadinho (de nada) mais triste se tenho de o carregar para trás e para diante.

Oh, meu querido sono! Para quando o nosso rendez-vous, sem quaisquer ansiedades ou preocupações; só nós? Perdoa-me, não conversemos agora que tenho muito que fazer.

Durmo depois.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

VIAGEM

É chegada a hora! Façamos as malas, empacotemos os pertences, enchamos a alma de ânimo e partamos!

Há inimigos para combater, um Reino pelo qual lutar, há tendas para montar em territórios por conhecer. É chegada a hora, partamos para o destino que nos foi prometido, sem medo e sem hesitação.

(O Verão inflama-me, e muito)

sábado, 18 de junho de 2011

Novo


A novidade tem um cheiro bom, uma cor bonita, um sabor em tudo viciante. Todo o novo mitiga o que já passou, e faz sonhar com futuros que se renovam, nunca se fazendo, portanto, velhos. A novidade, delícia, palpita no meio do estômago e acelera o correr do sangue pelo corpo inteiro. E essa energia constante não fatiga, antes sabe bem. Porém, uma coisa se desconhece acerca desta tão afamada: há que buscá-la. Há que buscá-la em todo o tempo, desenlear os segredos que fazem o que é novo ser assim tão especial.

“Ei ei ei novidadi! Ei ei ei ah

Ei ei ei novidadi, ye! Ei ei ei ah”

domingo, 12 de junho de 2011

Os dois

Fui separada à nascença da minha terra natal e de todas as delícias que lhe pertencem. As minhas tias ainda eram novas quando emigraram pela segunda vez, vi os meus primos crescer ao longe, assim como eles a mim. Quando entrei na idade dos verdadeiros melhores amigos eles eram sempre (e ainda são) de longe, tendo tido, por isso, o privilégio de arranjar grandes arrelias devido a contas de telefone dispendiosas e selos (muitos selos).

Como é que, então, ainda não me habituei às despedidas, às comunicações transatlânticas, a ter a minha vista longe dos meus? Como é que ainda não aprendi a criar imunidade à dor da falta, e como posso conceber estar em tantos países com tantas pessoas que amo ao mesmo tempo? Para disfarçar, vou sorrindo e limpando as lágrimas, ignorando o futuro custoso que a ausência trará e acenando, mais uma vez; sonhando com altos vôos e gritando um esperançoso "até breve" (aos pedaços de coração que embarcam para outras terras).

(suspiro)

Esta dicotomia - a nostalgia da saudade e a necessidade de voar para se fazer inteiro noutras paragens - só é passível de ser compreendida de duas formas: ou se é português, ou se é emigrante.

Eu sou os dois.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fidelidade

Os dias continuam passando, correndo,
Com os gerúndios conferindo um sabor especial à existência.
O Papá não cessa de se revelar o grande "Eu sou", em tudo.

Uma vez que as palavras parcas limitam a descrição,
Só posso cantar, como que orando, sem cessar.

Obrigada pela Tua graça maravilhosa, que superabunda em cada um dos dias.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Faltam:

- 24 horas para apresentar o último trabalho de Psicologia Clínica e da Saúde;
- 4 dias para entregar o trabalho de Diagnóstico de Intervenção em Grupos;
- 4 dias para terminar o trabalho de Sociologia da Informação e das Redes;
- 6 dias para apresentar o trabalho de Sociologia da Informação e das Redes;
- 9 dias para entregar o trabalho de Psicologia Clínica e da Saúde;
- 10 dias para entregar o trabalho de Competências Académicas II;
- 11 dias para o início da época de frequências. Logo, 11 dias para a minha primeira frequência;
- 18 dias para entregar o trabalho de Avaliação Psicológica;

- 10 dias para as aulas acabarem.


Oram por mim, por favor?
(é que estou a precisar especialmente)