segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

' Mostra os dentes, Afonso.' (no jogo de Basquet do mano Marcos)


Tanta vez que eu já vi
Lá fora um par sorrir
Com as mãos dadas ao luar.
E a luz cobre-os como um véu.
(Parecia quase a luz do céu)
Eu queria tanto amar!
Amar com tal fervor.
Eu queria tanto esse amor!
Mas sou um monstro
E no meu véu,
Não desce nunca a luz do céu.

De súbito, um anjo, sorriu pra mim.
E deu-me um beijo sem nenhum pavor.
Ouso sonhar assim,
Com um secreto amor.
E quando o sino repicar...
A escura torre vai brilhar.
Vejo descer a luz do céu.


Quasimodo in O Corcunda de Notre Dame



Gosto particular, especial e indefinidamente dos filmes da Disney.



Um Beijinho

sábado, 2 de dezembro de 2006

'Falei com quem estivesse para ouvir. Mas não estava ninguém.
Falei porque já não consegui aguentar calada.
Falei por acreditar numa ilusão. Acreditei que alguém, aqui, se interessava.
Mas não.'

Perdoa-me a ausência, a inconstância, perdoa-me não saber dizer as coisas certas para te fazer sorrir.

Apesar de tudo isto, apesar de já não manejar as palavras correctas nas alturas necessárias, apesar da dificuldade acrescida que é organizar-me para irmos passear, apesar disso, o que sinto em relação à tua pessoa não mudou um nanómetro.

Continuas a ser a menina que me deu a mão e que não me largou mais, que tinha os mesmos sonhos, ambições e problemas, cuja empatia foi completa e imensa à primeira vista.
Continuas a ser um pedacinho crucial da minha existência, o lego da coluna que suporta a minha construção ainda débil, uma peça de um puzzle que se completa com o passar dos anos, preciosa de se encontrar.
Isto que agora te dói e aperta, vai passar. O Inverno não é para sempre, nem as lágrimas.

Nem vale a pena tentar dizer mais alguma coisa, as palavras em stock já não são as adequadas.

Embora, agora olhando para a tabela de entradas e saídas, me tenha ocorrido que ainda posso regressar à arrecadação e trazer uma outra, tão antiga, tão pequena, mas que diz e demonstra tudo o que quero dizer neste momento.

Já a embrulhei num abraço, e pus um beijinho a servir de laço, era a minha última palavra. Espero que sintas (e gostes) ao receber.

~

Amo-te.


-*-









Só queria que todos vissem.





*

sábado, 25 de novembro de 2006

APONTAMENTO

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali.


Álvaro de Campos, 1929
"Não se pode dissecar a alma de um poema"
(Senhor que foi à minha escola recitar poemas de Fernando Pessoa)




Beijinho

segunda-feira, 20 de novembro de 2006



'Não tenho vontade de continuar
Assim, parado, no meu lugar.
Eu quero ir para outra paragem.
Quero seguir viagem (!)

[...]

Estou tão cansado.'




Sono . Os Pontos Negros


(Beijinho)

segunda-feira, 6 de novembro de 2006



Do dia do intercâmbio



O que mais dói, a quem quer que seja, é a saudade.
Por se ter perdido alguém definitivamente ou por apenas se estar longe, saudades doem como … como chagas, ou então como a lágrima solta no ‘adeus’.

O intuito destas palavras, não é transmitir a melancolia (apesar de parecer).
Não estou efectivamente a queixar-me, estou apenas a expressar-me.

O sentimento acumula-se, e deixa o coração meio desacomodado, é bem verdade. Mas a certeza do reencontro, supera todas estas coisas.
Foi bom ter aprendido a estar grata pelo que tenho, visto que estou apenas a uns dias de distância de quem preciso de ver, para que o miocárdio permaneça intacto.

‘Uns dias’ é uma expressão deveras relativa.
E visto deste lado, já falta pouco.

(Não vos parece?)

(Texto de dia 31 de Outubro de 2006)



[ PAUSA NISTO, ATÉ QUE OS APETITES PARA POSTS VOLTEM ] (!)

terça-feira, 31 de outubro de 2006



A minha LIDLa e eu



Hoje não há textos pré-preparados, ou fotografias trabalhadas.
Hoje só há a minha mão estendida para agarrar a tua, que pede ajuda.
Vou estar sempre aqui para ti, como sempre foi e continuará a ser.

Por muito que o teu coração fique estilhaçado, eu farei todos os impossíveis por arranjar a melhor maneira de colocar cada peça no seu lugar primário.

Já vivemos tanto, já passámos tanto, e foi a nossa história que nos tornou no que somos.

Inseparáveis.

(Must Get Out - Maroon 5) (com carícias no cabelo, e o desejo de que tudo volte ao normal)



Beijinho *

quarta-feira, 11 de outubro de 2006


Fotografia das férias , uma das idas à praçinha


O tempo que passou desde que postei aqui qualquer coisa , já foi algum .
E eu começo a ressentir-me por não ter vontade de escrever com frequência , como sucedia antigamente.

Com o início das actividades intra e extra escolares, o tempo escasseia para o lazer e para a futilidade que se torna , a pouco e pouco , sentar-me em frente desta máquina para não fazer nada de útil .

E eis que tu invades delicadamente a minha consciência . Fraquejo e cedo às lágrimas mais vezes, pois as saudades apertam, e sufocam, e doem.
A falta que fazes é indescritível e talvez seja por essa razão que me sinto mais vulnerável. Ainda assim, faço-me forte para o mundo e para as gentes, sejam elas quais forem, cada vez que me perguntam como estás, e quando voltas, e se estou a encarar bem a tua ausência.

Fujo do assunto para não se notarem os olhos marejados de saudade e apertos no peito.
E para parar de pensar no perigo diário que enfrentas , nos desafios e barreiras que ultrapassas, e no sacrifício que aceitas para nos fazeres felizes.

Porém , quando saio da rua e encontro a casa vazia , não estando lá ninguém para me abraçar, dizer o habitual e me reconfortar, sento-me no chão enquanto olho em meu redor, um redor cheio de marcas e sinais teus.

Quando ninguém vê, choro. E peço-te que voltes.

Ouves-me ? #



Um Beijo

*

terça-feira, 26 de setembro de 2006

(A Joana é que tirou)


Tomorrow, if it rains
I will dance in the rain with you.
If it snows we will make snow pancakes and eat them together.
If it’s cold I will warm myself in your smile.
If it’s hot I will cool myself with your slow clear voice.
If there is a fog I will be happy to lose myself for a time.(But please come and find me, won’t you?)


Weather Forecast (tirado de uma ficha de exercícios)

terça-feira, 19 de setembro de 2006

(Fotografia da minha autoria , tempo de férias , passeio na praia com a Nádia)



Desviou-se o paralelo um quase nada
E tudo escureceu:
Era luz disfarçada em madrugada
A luz que me envolveu.

A geométrica forma dos meus passos
Procura um mar redondo.
Levo comigo, dentro dos meus braços, oculto,
Todo o mundo.

Sozinha já não vou.
Apenas fujo, às negras emboscadas.
Em cada esfera desenho o meu refúgio -
- As minhas coordenadas .


As coordenadas líricas * Fernanda Botelho



Fiz um post igual na minha mais recente pancada . Mas eu gosto mesmo deste poema ' fazê o quê ' !

Um Beijo

*

sábado, 16 de setembro de 2006





NÃO HÁ NADA COMO O REGRESSO ÀS AULAS ! :'D
SE QUERES PERTENCER À FAMÍLIA OLÁ , CONTACTA-NOS ! x'D

(Falta aqui o compincha Fernando, que não gosta de fotos . E se, por acaso e muuuuuiita sorte, é apanhado, faz uma cara séria que destoa do resto ! )

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

O meu (macro) porta-chaves.

O barulhinho agradável das teclas já é familiar às pontas dos dedos cansados .
Os olhos já estão saturados de algumas banalidades que se processam neste ecrã.
Necessito do impacto do contacto directo, sem intermediários de alta tecnologia.
Quero mais é poder viajar a pé, de autocarro, de comboio ou de barco, ou mesmo de teleférico.
Quero é poder alcançar quem deixei em outras terras (relativamente) distantes, e de quem tanto sinto a falta .

' É isto ! Percebem o que quero dizer ? ' Ou não percebem ?

Um Beijo

*

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Fotogarfia tirada e trabalhada por mim (': no aniversário de namoro dos manos

Eu gosto de várias coisas . (Isto parece-se mesmo com um texto escrito por mim, mas um mim com sete anos)
Mas duas das coisas de que gosto realmente são histórias de amor e amizades a florescer ou em fase de amadurecimento.

Vi
um filme com um enredo a tender para o banal, mas lá está ! era uma historia de amor. Digamos que, apesar de estar com a minha prima em casa sempre a pedir-me para mudar de canal para ela ver outro programa, e de ver o filme com várias interrupções, foi uma das ...
Isto está a tornar-se extremamente foleiro e eu não vou continuar a divagar sobre o quanto gostei do filme e porquê.
Na realidade isso pode dizer-se em poucas palavras.
Gostei e muito, porque sou (muito raramente, mas não deixo de ser) lamexas. (Já foram algumas palavras, não ?)

Parece que acerca deste assunto estou esclarecida (sim, porque uma boa parte das vezes em que escrevo é para me esclarecer. Aliás , há uns tempos estava com
uma grande amiga minha a organizar a mala de um certo e determinado acampamento [brutal!], e pensava alto enquanto arrumava o caderno, a caneta e O Livro ‘Ora bem, já está tudo arrumado, só faltam as coisas sem as quais não vivo em condições’. Como estava com ela, ia ter com os amigos e levava a mochila comigo, não era de todo mentira ! O que é facto é que ela riu-se quando me ouviu, mas dias depois deu-me razão quando ela própria se apercebeu de que partilhava da minha dependência com os suportes de escrita. Era pior se fosse viciada noutras coisas, não ?) (Mais um grande parêntesis. Já nem sei onde parei. Ah! Sim, esclarecida!)

Então só falta falar das amizade a florescer ou em fase de amadurecimento.
Já alguma vez sentiram aquela alegria contagiante apoderar-se do vosso ser, só de ouvir a pessoa do outro lado da linha dar uma gargalhada, ou senti-la sorrir pelo tom de voz?
Ora aí está ! Era exactamente nesse ponto fulcral que queria tocar. É que aquelas amizades, que apesar de terem poucos dias de experiência, ou mesmo aquelas que já duram há séculos, fazem-nos sempre ficar a sorrir nestes momentos, durante as grandes conversas em que se despedem uma quantia considerável de euros e até três horas depois da conversa acabar.
Meus amigos, e grandes viciados no MSN e em chats, eu lamento dizer, mas a menos que ambas as pessoas estejam equipadas com webcam’s e microfones (e mesmo assim ainda é difícil), nada substituirá a grandeza de certos momentos, tais como o abraço, o timbre da voz, a dicção das palavras, o beijo e olhar.

E desafio alguém a convencer-me do contrário (LOL. Sabem que é inútil devido ao simples facto de eu ser teimosa como só eu sei ser, e porque acredito piamente nisto).

Ponto final



Um Beijo *