sábado, 31 de julho de 2010

(coração)

O amor. O amor. O amor.

Gosto tanto de o ouvir, sentir, entender, testemunhar, antever.

Como eu gosto do amor.

(a propósito da celebração do 50º aniversário do matrimónio dos meus avós, e outras coisas que tais.)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Som

Os batuques ritmados chamam as palmas, e estas chamam os corpos.
Nunca nos vimos e, estando lado a lado escutando a mesma canção, dançamos e sorrimos e saboreamos de um modo muito semelhante tudo o que estas sonoridades nos trazem.

São cores de uma terra quente, das memórias que alguém pintou numa pauta musical, e são paladares tão únicos para aqueles que se agitam e movem graciosamente ao som delas.

Nunca nos vimos e, estando lado a lado escutando a mesma canção, bate as palmas; eu danço batendo as palmas; tu danças.

E até parece que partilhamos um momento de cumplicidade, apesar de nunca nos termos visto, escutando a mesma canção.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

As coisas

As coisas de baixo só trazem mesquinhice ao coração. Fazem-me despender energia, tempo e esforço, na maneira como lido com elas, como as adquiro ou como as faço dissolver em nada.

É triste aperceber-me de que a minha pobreza não cessa no meu bolso, prolonga-se até ao meu espírito. E isto por uma simples razão, apenas e só:

(ainda desobedeço e) Penso em demasia nas coisas cá de baixo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Selah

Estar perto de Ti dissipa tudo o resto. A angústia da sede, a ansiedade da fome, a tormenta da dúvida. Estar próxima do Teu coração, saber-Te apenas, e nada mais, faz correr as lágrimas. Incessantes, de contentamento tal que não há imagem que se lhes iguale. Quero esvaziar-me cada vez mais, de mim e das minhas esquisitices; quero encher-me do que a Tua fonte jorra até à eternidade.

Estar perto de Ti dissipa tudo. Tudo.

E a cada dia que cresço nesta intimidade, só me ocorre perguntar:

Quão grande é o Teu amor, que me alcança? É ilógico, irreal, e verdadeiramente transcendente. Quão grande é o Teu amor, que Se deu pelo meu mal? Como pode ser, que me tenhas escolhido e guardado, de tão imerecida forma?

É de joelhos que me largo em prantos. De adoração e súplica. De humilhação e redenção. De gratidão infinita pelo Teu presente de salvação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mostrar e contar com alegria

Estes têm sido dias de grande cansaço, e em cada um o Senhor me tem levantado para o Seu trabalho, para a Sua honra. Como O louva o meu coração, pela Sua constância e pelo Seu abraço!

Me alegro mais e mais a cada despontar do dia, energizada pela Sua forte mão, pelo Seu eterno amor. Quero contar e mostrar, sem medos nem hesitações o que o meu Papá tem feito a cada dia, sem nunca cessar.

Estes têm sido dias longos e de muitas olheiras. E a perfeição de Deus age sobre as minhas falhas constantes, moldando-me e usando o que também faço de mal para que se cumpra o Seu bem.

E por isso escrevo, sem subterfúgios e sem grandes recursos estilísticos: “meu Deus é tão grande, tão forte e potente, não há nada que não possa fazer!” Ama as crianças, ama o Seu povo, e de uma forma tremendamente inacreditável, ama-me (desmerecidamente!) a mim.

Eu pertenço-Lhe.