Estou tão cansado…
(neste caso, cansada.)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Das coisas que muito me aborrecem
Não gosto mesmo nada, nada, nada, quando me fazem um convite deveras apetitoso, eu não o aceito a pensar nos pais ou nos irmãos (que podem precisar de alguma coisa ao chegar a casa, porque é sempre preciso fazer alguma coisa a esta hora!) e após chegar a casa e falar acerca do dito convite, receber a seguinte resposta:
“Oh Andreia! Podias ter ido!”
(Isto só a mim)
“Oh Andreia! Podias ter ido!”
(Isto só a mim)
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Coisas de Deus
2. Assumi o compromisso de ajudar uma menina com algumas dificuldades na leitura e nos números. É uma menina pequena, uma menina que está ainda a começar, mas que quer melhorar. Todos os meses, três vezes por semana, dar uma mãozinha nestas matérias. Mas este mês não me dava jeito nenhum! É que tenho uma nota para subir, àquela cadeira tão característica, tão mencionada e tão mal afamada. Não é que não goste dela, mas tenho de subir a classificação da mesma para que os meus sonhos se concretizem. Por isso, este mês não me dava jeito nenhum ajudar a menina. Porém, o compromisso estava assumido; tinha de lutar pela organização das minhas horas. Quando faltam apenas 10 minutos para que a menina chegue, a sua avó telefona-me dizendo que lhe é impossível trazê-la durante o mês de Abril. Os compromissos e horários estão apertados, é um episódio excepcional, durará este mês, apenas e só. Portanto, este mês estou livre do compromisso assumido com esta menina.
3. Tinha uma viagem para fazer. Uma viagem de duas horas (ou um pouquinho mais), que envolvia comboios, autocarros, estações, gares, boleias e outras combinações que tais. Esta viagem teria um início madrugador, muito madrugador. E teria de fazê-la completamente sozinha. Não, tais eventualidades não me assustavam, mas deixavam o coração da minha progenitora num alvoroço completo até à minha chegada a um porto seguro. Ontem, recebi outro telefonema que me dizia que, se ainda quisesse, havia um lugar para mim, num transporte directo e seguro, na companhia de amigos que há muito não revia (sim, uma semana já é muito). Um lugar num carrinho que promete ser recheado de conversas e partilhas, para um acordar especial nesse porto seguro que, ainda esta noite, irei alcançar.
4. Estava deveras preocupada com o futuro. Esse que é tão inserto, tão desconhecido, tão inesperado. E eu, como sempre, exasperada por estar sempre a matutar naquilo que menos posso controlar: o que aí vem. Preocupada com as escolhas e com o desenrolar das situações mais cruciais da minha existência. E as lágrimas do desespero de ter poucas opções e poucas hipóteses já caíam, quando abri O Livro. E naquela passagem, Ele dizia-me assim:
“Não estejam com medo, tranquilizou-os Samuel. É certo que fizeram mal, mas agora a questão é estarem certos de que adoram o Senhor com verdadeiro entusiasmo e que não se desviam dele, de forma alguma. Dos outros deuses, nenhum há que possa salvar-vos. O Senhor não abandonará o seu povo escolhido; tal coisa, a suceder, seria um descrédito para o seu grande nome. Ele fez de vocês uma nação especial, para si próprio; foi essa a sua vontade. Quanto a mim, pois, longe de mim o pecar contra o Senhor, deixando de orar por vocês; e hei-de continuar a ensinar-vos o que é bom e o que é recto. Confiem no Senhor e adorem-no com sinceridade; lembrem-se das coisas tremendas que fez por vocês.”
I Samuel 12:20-24
São coisas de Deus. Só d’Ele. Nenhum outro as faz assim.
P.S. A fotografia é a de um canteiro pelo qual passei, e fotografei.
domingo, 30 de março de 2008
(momento de contemplação plena)
Quem me dera que toda a gente pudesse ser deveras feliz, como eu. Feliz até ao tutano, por tudo o que tenho e recebo, mesmo sem merecer nada.
(outro momento de completa contemplação)
Não é ?
P.S. Os louros da fotografia são desta Leguminosa.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Estou com uma dificuldade…
- A energia nuclear
- A guerra
- A emigração
- O desporto
- A importância da água
- A religião
- A intenção de Camões ao escrever A Ilha dos Amores
- O espírito português de andanças, ousadias e de chegada.
Escolher um dos oito, e dissertar. A dificuldade? Não me repetir, dado que já escrevi sobre os dois últimos em outras ocasiões, não construir um texto de quarta classe, pois os cinco primeiros recordam-me essa época, e não me espalhar ao comprido ao escolher o sexto tema, já que é tão vasto e complexo, e eu só tenho até 300 palavras.
Alguém me quer acudir, por favor? *
sexta-feira, 21 de março de 2008
Hoje há filme na IBA
Estão todos convidados! É às 18:00 horas de hoje, sexta-feira 21 de Março de 2008, na Igreja Baptista de Almada. Apareçam que vai ser bonito (:
Um beijinho*
quarta-feira, 19 de março de 2008
Esta madrugada escrevi assim (2)
Recomeço, gradual e subtilmente, a reviver-te. Há muito que não o fazia, estava, até, satisfeita comigo por alcançar tal feito. E eis que a tua pessoa, não querendo para si o esquecimento estrito ou a ínfima lembrança, volta a assolar-me o pensamento, volta a circundar-me, a aconchegar-me incessantemente.
Vens, marcas, e vais, para voltares a aparecer e repetir a proeza.
No meio de tantas viagens, onde é que ficas?
terça-feira, 18 de março de 2008
Faltas (ou então) outro E-mail que recebi
Já aqui foi dito que eu não tenho muita paciência para encaminhar e-mails, mesmo que lhes ache muita piada (eu apenas encaminho o estritamente necessário!). Assim, resolvi colocar aqui um dos e-mails que recebi nos últimos tempos. Este é sobre faltas, professores, encarregados de educação e a ministra (já dizia o Sr. George Clooney, what else?), e fez-me rir um pouco. A situação do país é de facto exasperante, mas o que é que podemos fazer, se de nada nos adianta chorar (nem sequer manifestar!, como já está provado)? Ridendo castigat mores (Molière). Contra o riso, pelo menos, ainda nenhuma medida foi tomada. (A ironia, a piadinha, a “aguçada” crítica estão na berra, e não é de agora).
(Não se acanhem!, se as imagens e respectivos balões não estiverem nítidos, basta um clic, e estas aumentam)
Um beijinho*
Um beijinho*
sexta-feira, 14 de março de 2008
Das coisas que vou guardar e contar aos netos.
Depois do jantar, os senhores presentes deleitavam-se com os jogos de basquetebol do mais pequeno de todos, o irmão, filho e sobrinho. E eis que o tio D. sugere que “agora era uma boa altura para ires buscar a guitarra.” Aceite a sugestão, vou buscar a dita cuja, contente por aprender mais umas coisas novas. Ao ver a guitarra, os olhos do tio D. sorriem. A guitarra não é o último modelo que saiu, nem nada que se pareça. É uma guitarra com muitos anos, que também emigrou para Portugal com a restante família; um dos poucos bens que conseguiu sobreviver a esse fogo que é a guerra. Sorriram os olhos e os lábios do tio D. ao retirá-la da sua capa, ao sentar-se com ela no sofá, ao afiná-la antes de começar a sua lição. “Já estou enferrujado” desculpou-se ele antes de começar, como se tais desculpas fossem necessárias. Sentado no sofá pequeno da direita, o tio e a sua guitarra (apoiada na posição clássica) fazem com que a tensão de um dia de escola e de trabalho, a tensão que agora é parte integrante dos dias que correm, se esvaeça docemente, pois as notas que ele toca na guitarra velhinha são como um sopro no centro da alma. E este sopro faz desvanecer o negativismo que nos tenta conduzir, faz desaparecer as preocupações que se instauraram em alguns dos corações presentes, e principalmente no do próprio tio D.. É um sopro ameno e saboroso, delicado e aprazível, é um aconchego para o espírito que chegou ao fim de um dia cansado.
Os dedos da mão esquerda do tio D. voam a uma velocidade incrível pelas cordas do braço da guitarra; a destreza adquirida em tantos anos de aprendizagem é notável e inesquecível (literalmente). Apesar de se dizer enferrujado, ao repetir a mesma sequência de notas duas vezes apenas, a sua capacidade de execução melhora e impressiona consideravelmente. Os dedos da mão direita, num total contraste com os da esquerda, movimentam-se mais lentamente, marcando, compassadamente, o tempo, este tempo. Dedilham as cordas que soam bonitas, e dedilham também os ouvidos dos presentes. Apesar de a televisão estar ligada, toda a gente a ignorou, toda a gente se debruçou sobre este tocador que invadiu a agitação mundana e a substituiu pela calmaria do som de uma guitarra. Os pequenos esqueceram-se dos jogos e das brincadeiras, a mãe esqueceu-se da cozinha para arrumar, o pai esqueceu-se da dificuldade da vida, o tio esqueceu-se do trabalho desgastante, eu esqueci-me de me preocupar com as adversidades que via nos olhos dos três últimos. Esquecemos tudo e ouvimos apenas a guitarra e a sua melodiosa voz, atentámos apenas para essas peças clássicas ou recentes que saíam da caixa do instrumento.
O tio D. culminou a sua intervenção com um sambinha bonito do Sr. Tom Jobim, Wave. Enquanto a mais pequena cantava algumas partes da letra, o sorriso do coração estabilizava e permanecia assim, impávido e sereno, contemplando o dom com o tio D. tinha sido abençoado. Um dom que ultimamente vinha sendo negligenciado por força das circunstâncias. E nesta altura, quando retomamos as conversas e os sorrisos se tornam em gargalhadas audíveis, porque estão todos felizes por poderem partilhar estes momentos uns com os outros, a minha mente viaja para outro plano, ou então mantém-se no mesmo registo em que estava: o da reflexão. Também eu sou riquíssima em bênçãos e quão poucas vezes me apercebo disso! Esta família, que preza momentos tão simples e singelos, estes quase-nada que se tornam em quase-tudo, é um refúgio para acalmar, onde a única coisa que importa é amar e demonstrá-lo. Estes presentes do Céu, momentos para guardar para o resto desta existência terrena, são bens inestimáveis que não esmorecem nem se desvanecem com o tempo. Se disser a alguém que “o meu tio D. foi jantar lá em casa e deu-nos um mini-concerto privado maravilhoso”, será que é perceptível nas minhas palavras que foi um momento marcante, apesar de tão discreto e, para alguns, banal? Aqueles minutos foram proporcionados pelo Pai, que sabe exactamente o que um coração precisa, quando ele precisa, como ele precisa. O Pai que sabe tudo e que nos mima a cada instante, ainda que não mereçamos. Foi uma lufada de ar fresco com uma duração de quinze minutos. E estes pedacinhos de Céu vão ficar comigo até à eternidade, pois vou guardá-los e contá-los aos netos.
Um beijinho*
P.S. Em resposta à minha Leguminosa favorita, escrevi “contar aos netos” porque assim é perceptível que os levo comigo até à velhice. Com certeza que os partilharei também com os filhos (;
segunda-feira, 10 de março de 2008
Quando tiver tempo...
... vou escrever um post com o seguinte título:
Das coisas que vou guardar e contar aos netos.
(E provavelmente vai ser uma rubrica, mas só provavelmente.)
Um beijinho*
Das coisas que vou guardar e contar aos netos.
(E provavelmente vai ser uma rubrica, mas só provavelmente.)
Um beijinho*
quarta-feira, 5 de março de 2008
Eu bem queria escrever decentemente.
Queria conseguir produzir inúmeras linhas, repletas de palavras sonorosas(*), brilhantes e apetecíveis à dicção. Não tenho essa capacidade. Escrevo palavras vagas, sentidos vazios, frases que a (muito) poucos fazem sentido. Escrevo, por razão nenhuma. Faz-me bem à alma soltar estas pequenas manchas de expressão; registo pensares e sentires apenas por essa razão. (São laivos embaciados, mas são os meus.)
(*) Influências Camonianas
(*) Influências Camonianas
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